COLHEITA DA CEBOLA ENCERRA COM BOA PRODUTIVIDADE DAS LAVOURAS NO RS
O Rio Grande do Sul, um dos principais produtores de cebola do país, encerrou a colheita com bons índices de produtividade em São José do Norte, Tavares e Rio Grande. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (29/01) pela Emater/RS-Ascar, estima-se que 95% da safra de cebola já esteja comercializada, restando 5% da produção a ser ofertada no mercado.
Segundo o extensionista rural de Pelotas, César Demenech, a safra 2025/2026 destaca-se como uma das melhores dos últimos anos em relação à qualidade e produtividade dos cultivos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, que abarca os três municípios, as condições climáticas têm sido propícias para o preparo de solo, plantio e para o desenvolvimento dos cultivos. São 1.440 hectares de produção em São José do Norte, 225 hectares em Tavares e 200 hectares em Rio Grande.
De acordo com o extensionista rural de São José do Norte, Pedro da Silva Farias, a cebola é a principal cultura agrícola do município e possui grande tradição na região. O cultivo envolve aproximadamente mil agricultores familiares e, nesta safra, apresentou ótimos resultados. “Este ano o clima favoreceu. As produtividades foram altas, em torno de 35 toneladas por hectare”, afirma. As safras anteriores, porém, enfrentaram problemas climáticos, como o excesso de chuva e estiagens, o que colaborou com a descapitalização dos produtores. A expectativa para a próxima safra, no entanto, é de manutenção dessas áreas.
A extensionista rural do município de Tavares, Sarah Fiorelli de Carvalho, afirma que o resultado da safra ficou dentro da média, em torno de 35 toneladas por hectare. Embora a cidade tenha lidado com a chuva excessiva, a safra não foi afetada. “A qualidade e produtividade não foram um problema dessa safra”, comenta.
SOJA
A semeadura da soja no Rio Grande do Sul permanece em 98% da área prevista e deve ser concluída com a reposição de umidade no solo. Atualmente, 42% das lavouras estão em fase vegetativa, 46% em floração e 12% em enchimento de grãos.
Para a Safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare. As condições climáticas, marcadas por elevada amplitude térmica, tempo seco, alta radiação solar e ventos frequentes, intensificaram a perda de umidade do solo. As chuvas ocorreram de forma isolada e insuficiente para recompor o armazenamento hídrico, mas o potencial produtivo da safra segue elevado, dependendo da regularização das precipitações. O tempo quente e seco tem limitado doenças foliares, embora permaneça necessária a prevenção contra a ferrugem-asiática.
MILHO
Na cultura do milho, há fases fenológicas diversificadas, com predominância de lavouras em enchimento de grãos e maturação fisiológica. A área estimada é de 785 mil hectares, com produtividade média de 7.370 quilos por hectare. A colheita avança gradualmente, alcançando 28% da área, com produtividades variáveis conforme a distribuição das chuvas e o uso de irrigação. Há registro de elevada presença de cigarrinha-do-milho em algumas regiões.
MILHO SILAGEM
A colheita do milho silagem ultrapassa 40% da área plantada. A projeção é de 366.067 hectares cultivados, com produtividade estimada em 38.338 quilos por hectare.
FEIJÃO 1ª E 2ª SAFRAS
No feijão primeira safra, a semeadura está praticamente finalizada e a colheita supera 60% em várias regiões. A área estimada é de 26.096 hectares, com produtividade média de 1.779 quilos por hectare. Já o feijão segunda safra teve início de semeadura, com 15% da área implantada estimada em 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 quilos por hectare.
ARROZ
Na cultura do arroz, 57% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração e 9% em enchimento de grãos. A área estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) é de 920.081 hectares, com produtividade prevista pela Emater/RS-Ascar de 8.752 quilos por hectare. Apesar da boa radiação solar e condições hídricas ainda adequadas, temperaturas mínimas baixas elevaram o risco de esterilidade em áreas sensíveis.
Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Taline Schneider
Estagiária Júlia Campos










