COOPERATIVISMO

COLETIVIDADE E UNIÃO DE AGRICULTORES FAMILIARES MARCAM DIA DO COOPERATIVISMO

O interesse coletivo e a união de esforços fazem com que muitos gaúchos apostem na formalização de cooperativas e associações para o crescimento das famílias, em especial as cooperativas de agricultores familiares. Para comemorar o Dia do Cooperativismo, celebrado  sempre no primeiro sábado de julho, neste ano no dia 04/07, a Emater/RS-Ascar relembra que, há 65 anos, atua no assessoramento de agricultores, acompanha estas iniciativas e auxilia na gestão. Com o objetivo de qualificar ainda mais o atendimento a essas famílias, em 2011, foram criadas as Unidades de Cooperativismo (UCPs), formadas por equipes multidisciplinares e localizadas nos municípios de Erechim, Frederico Westphalen, Ijuí, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Santa Rosa.

Para o ano de 2020, a meta da Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), é assistir 160 cooperativas da agricultura familiar, sendo que destas, quatro são centrais cooperativas. São cerca de 40 mil famílias cooperadas que contam com o apoio da Instituição para o seu desenvolvimento. Além das cooperativas, também são assistidas, em média anualmente, 40 associações de agricultores familiares.

Uma das ações da Instituição é executar o Programa Extensão Cooperativa da Seapdr, que tem por objetivo apoiar a qualificação das cooperativas da agricultura familiar nas áreas de organização, gestão de pessoas, comercialização, marketing, finanças, custos e gestão de processos.  “Queremos que essas cooperativas tenham maior competitividade através da intercooperação ao acessar mercados institucionais e privados. Esse apoio se dá tanto para cooperativas já estruturadas quanto para as que estão em fase de constituição”, explica o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Francisco Manteze.

 

  As cooperativas

Criar uma cooperativa requer comprometimento, ativismo, responsabilidade de todos e, principalmente, união. Há cinco anos, agricultores familiares do município de Soledade iniciaram a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Alto Botucaraí (Cooafab). Atualmente, a cooperativa possui 39 sócios e articula a comercialização de produtos como hortigranjeiros, panificados, massas e embutidos, sendo o principal mercado o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “Incentivados pela Emater, criamos a cooperativa que nos auxilia na comercialização dos produtos. Temos uma grande ajuda da Emater com reuniões e esclarecendo dúvidas”, frisa o presidente da Cooafab, Élio Pereira Paixão. O agricultor destaca ainda a importância da cooperativa para as famílias participantes. “Só unidos é que vamos conseguir nossos objetivos, crescer e ter um próspero desenvolvimento que é o que todos nós queremos”.

Com a caminhada já consolidada, a Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafitt), foi fundada em 2006. O atual presidente, o jovem Bruno Engel Justin, é agricultor em Três Forquilhas e lembra da contribuição da Instituição mesmo antes da fundação oficial da cooperativa. “Nós temos uma enorme parceria e caminhada com a Emater, pois os extensionistas dos escritórios da região e a Unidade de Cooperativismo participam ativamente, inclusive apoiando a gestão, e este trabalho é extremamente importante para o fortalecimento do cooperativismo”, ressalta Justin.

Atualmente, a Coomafitt tem 270 associados, pessoas que viram no cooperativismo, segundo Justin, uma ferramenta de transformação social e uma forma de acessar mercados de forma direta e mudar a realidade que o agricultor vivia. A cooperativa destina os produtos dos associados para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e entrega de cestas a domicílio diretamente para os consumidores.

No sul do Estado, em Pelotas, a agricultora e presidente da Cooperativa Sul Ecológica, Marigaiane de Medeiros, ressalta as oportunidades que a família tem obtido por meio da cooperativa. “Através da cooperativa conseguimos comercializar nossos produtos, acessar políticas públicas e mercados institucionais. E isso é uma garantia de renda e de comercialização que faz com que o agricultor se mantenha no campo”.

 

Desafios da pandemia

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, as ações da Emater/RS-Ascar junto às cooperativas precisaram ser adaptadas, assim como a comercialização dos produtos. O uso de tecnologias é estratégico tanto para a qualificação dos agricultores quanto para a comercialização dos seus produtos.

Em Lagoa Vermela, o agricultor e presidente da Cooperativa Lagoense de Agricultura Familiar (Coolaf), Arivaldes Sasset, explica que os sócios da cooperativa se adaptaram à nova realidade.  “Com o início da pandemia as entregas para o Pnae ficaram prejudicadas. Com a Emater pensamos em uma forma de vender o produto já cultivado. Reinventamos uma entrega por delivery nas casas. As entregas são diárias e isso faz com que a cooperativa se mantenha com força e trabalhando”.

“Temos uma integração muito importante com outras cooperativas e parceiros, onde realizamos seminários e reuniões de integração que tragam mais orientações. O encontro anual que realizaríamos em 2020 precisou ser cancelado, mas continuamos a fazer os trabalhos internos, reuniões virtuais para continuar a integração e participação no cooperativismo que é tão importante”, relata a vice-presidente da Cooperativa dos Produtores de Venâncio Aires (Cooprova), Monica Moraes.

A Extensionista Rural da Emater/RS-Ascar, Patrícia Fogaça Fernandes, ressalta que a Instituição tem realizado cursos e oficinas de educação à distância para a qualificação dos produtores. São 117 alunos na Oficina sobre Elaboração e Execução de PAA - Doação Simulatânea; 116 alunos na Oficina de Custos de Produção e Logística para a Agricultura Familiar; e 86 na Oficina Modelo de Negócios - Ferramenta Canvas. “Também acolhemos cooperativas para trabalhar com plataformas de e-commerce para ajudar no escoamento da produção. Por isso, a Emater lançou a Feira Virtual da Agricultura Familiar (Fevaf), uma ferramenta digital, que já conta com quase mil cadastrados, para que produtores rurais, agroindústrias e cooperativas possam fazer a comercialização de forma virtual”.

 

Fotos: Arquivo/Emater/RS-Ascar

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Soledade

Jornalista Carina Venzo Cavalheiro

 

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