PISCICULTURA TERÁ DEMONSTRAÇÕES DE MANEJO E ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR MUDANÇAS CLIMÁTICAS DURANTE EXPOINTER 2026
A piscicultura ganha espaço na Expointer 2026 com a demonstração prática de técnicas, equipamentos e estratégias de manejo para a criação de peixes. Neste ano, além de apresentar alternativas para o autoconsumo familiar e a geração de renda, a programação aborda os impactos das mudanças climáticas na atividade, com destaque para o controle e a qualidade da água nos viveiros.
De acordo com o extensionista rural Arnaldo Tiecker, a feira permite que os produtores conheçam materiais e equipamentos utilizados no cultivo de peixes, como macacões, redes, puçás, calões, equipamentos para análise química da água e aeradores. Também serão apresentados alevinos das principais espécies cultivadas no Rio Grande do Sul. “A parcela visa demonstrar práticas tanto para a escala de autoconsumo familiar como para a geração de renda”, explica Tiecker.
Entre os assuntos abordados estão a escolha dos sistemas de cultivo, que podem ser semi-intensivos ou intensivos, e das espécies criadas, como carpas e tilápias. Os produtores também recebem orientações sobre criação em consórcio ou de uma única espécie no viveiro, escolha de rações e alimentos alternativos, construção dos viveiros, adubação e correção do solo e da água.
O manejo adequado também envolve a prevenção, identificação e controle das principais doenças dos peixes, além do acompanhamento da densidade de cultivo. A realização de análises periódicas da qualidade da água é uma das ferramentas utilizadas para identificar as condições do viveiro e orientar as decisões de manejo.
Outro procedimento apresentado é a biometria, que permite acompanhar a quantidade de biomassa de peixes presente no viveiro. A informação auxilia o produtor a definir a quantidade de ração fornecida e a tomar decisões relacionadas ao manejo da água.
Conforme a extensionista rural Caroline Kolinski, serão apresentadas estratégias para enfrentar períodos de excesso ou falta de água. “Vamos conversar com os produtores sobre manejos e a questão da qualidade da água justamente para esse enfrentamento climático”, destaca Caroline.
Entre as ferramentas demonstradas estão kits para monitoramento da qualidade da água e aeradores. Os equipamentos permitem acompanhar as condições do viveiro e auxiliar na circulação e oxigenação da água, aspectos fundamentais para a manutenção dos peixes. “O agricultor conseguir fazer manejos adequados para a água estar sempre com qualidade boa para manter a produção, enfim, de não ter mortalidade de peixe”, explica.
A programação também aborda os manejos necessários durante o inverno, além de cuidados relacionados à despesca, etapa em que os peixes são retirados dos viveiros. A proposta é oferecer informações que possam ser aplicadas tanto em pequenas criações, destinadas ao consumo familiar, quanto em sistemas voltados à comercialização.
Texto: Ascom Emater/RS-Ascar
Edição: Secom
FOTO: Divulgação Emater/RS-Ascar










