CORSAN MAPEIA SANEAMENTO DE 6,7 MIL ESCOLAS GAÚCHAS PARA AMPLIAR ACESSO À ÁGUA POTÁVEL E AO ESGOTO
Milhares de estudantes gaúchos ainda frequentam escolas com alguma deficiência de acesso à água potável ou ao esgotamento sanitário. É sobre essa realidade que a Corsan vem atuando com um trabalho que já mapeou as condições de saneamento de 6.789 instituições de ensino nos 317 municípios do Rio Grande do Sul atendidos pela empresa. A meta é identificar, escola por escola, as soluções necessárias para ampliar o acesso à água de qualidade e à destinação correta do esgoto.
Das instituições analisadas, 4.676 já estão adequadamente conectadas à rede de água. As 2.113 restantes demandam desde pequenos ajustes até intervenções maiores, como troca do abastecimento com poços não fiscalizados por conexão à rede formal da companhia - situação já resolvida em 23 escolas desde o início do trabalho no final de 2024. No caso do esgoto, o desafio é mais complexo: das 6.789 escolas mapeadas, 2.959 não são conectadas à rede. A meta é conectar metade delas até 2028 e alcançar todas as 2.959 até 2033. Do final de 2024 até agora, 289 estabelecimentos foram ligados à rede de esgoto.
O trabalho parte do entendimento de que saneamento dentro da escola também é condição para a educação. Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que jovens sem acesso ao saneamento chegam ao final da adolescência com atraso escolar médio de 1,8 ano em relação aos que contam com o serviço. Em 2024, mais de 100 mil crianças brasileiras de até 9 anos foram internadas por doenças associadas ao saneamento inadequado, segundo o estudo. Outro dado do Trata Brasil revela que 6,6 milhões de crianças brasileiras de até seis anos se afastam de creches, escolas e atividades sociais em razão de problemas associados à falta de saneamento.
“Quando levamos água de qualidade e uma solução adequada para o esgoto a uma escola, estamos fazendo muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos criando condições para que crianças adoeçam menos, estejam mais presentes em sala de aula e tenham um ambiente mais adequado para aprender”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi.
Uma solução para cada escola
O projeto começou em outubro de 2024, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc). Em 2025, foi ampliado para escolas municipais e privadas. No mesmo ano, ganhou nova dimensão com a adesão da Aegea, controladora da Corsan, à iniciativa “Sede de Aprender”, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O ponto de partida do trabalho nas escolas gaúchas foram os dados do Censo Escolar do Ministério da Educação, usados para identificar instituições com deficiências no acesso a água, água potável, esgotamento sanitário ou banheiros. Um diagnóstico técnico definiu a solução necessária para cada unidade. Conforme a realidade encontrada, a atuação pode envolver ligação à rede pública disponível, extensão das redes de água e esgoto, regularização cadastral e contratual, adequação das instalações internas ou implantação de soluções individuais e compactas para tratamento do esgoto.
Benefícios além da sala de aula
A Corsan trabalha para que a transformação ultrapasse os limites da sala de aula. Ao acompanharem as mudanças na escola e compreenderem a importância da água potável, da coleta e do tratamento do esgoto, os estudantes passam a atuar como multiplicadores desse conhecimento. Eles acabam levando para suas famílias e comunidades temas como preservação dos mananciais, uso responsável da água, descarte correto de resíduos e o caminho percorrido pela água e pelo esgoto.
Com times de Responsabilidade Social em todos os 317 municípios, a empresa atua na comunidade escolar em iniciativas como os programas Portas Abertas (visitas de estudantes e grupos comunitários a estações de tratamento para entender na prática caminho da água até as torneiras), Saúde Nota 10 (capacitação de professores e palestras a alunos das redes municipais sobre saneamento, saúde pública e meio ambiente) e Sanear é Viver (palestras e outras atividades em escolas para despertar a consciência sobre o uso racional da água).
“Crianças e jovens têm uma capacidade enorme de levar conhecimento para dentro de casa. Quando compreendem que a água precisa ser protegida e o esgoto deve ser coletado e tratado, essa conversa alcança pais, irmãos e toda a comunidade, produzindo uma transformação muito maior”, destaca a presidente da Corsan.
Foto: Divulgação Corsan
Imprensa CORSA










